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Autoestima como competência

Por Marcia Dolores Resende

 

Hoje, depois de retornar de uma reunião com uma empresa e levantarmos todas as competências fundamentais para um profissional desenvolver muito bem sua missão, fiquei por um longo período pensando: o que faz a diferença?

Afinal, vale lembrar que vivemos um momento único, com várias incertezas do futuro e da mudança como um aspecto permanente. O desafio das empresas é desenvolver profissionais que tenham flexibilidade para mudar a estratégia e dar a elasticidade primordial.

E como este profissional está sendo preparado, como você tem se preparado? Posso resumir que um profissional com potencial a ser desenvolvido é aquele que possui uma excelente autoestima, sei que esse termo já foi deveras desgastado, afinal tudo pode entrar em autoestima. Agora, dentro do contexto corporativo ou no desenvolvimento profissional, pouco se atenta para importância e relevância deste importante fator.

Uma pessoa com boa autoestima tem, acima de tudo, equilíbrio porque possui consciência de suas capacidades e dos pontos a serem aprimorados. Sabe que o melhor comparativo para a sua própria trajetória é uma evolução constante, considerando que vale a pena investir. Tudo isso faz grande diferença quando estamos dentro de uma organização com o envolvimento de várias pessoas para alcance de uma única meta, facilita o processo e viabiliza os resultados.

Uma pessoa com boa autoestima está aberta aos feedbacks, pois sabe que ninguém é perfeito, que essa é uma idealização que nos distancia das soluções, que temos condições de crescer cada momento com os resultados das ações, ou seja, aprende com as ações. Vamos pensar nas competências voltadas para o trabalho em equipe, que é uma tendência que só irá crescer nos próximos anos.

A pessoa com boa autoestima tem muito mais condições de relacionar-se e desenvolver com uma comunicação eficaz, porque entende que a comunicação é fazer-se compreender. O que torna isso possível é o respeito que pessoas com boa autoestima têm, com as diversidades e as escolhas pessoais, antes de julgar adotar uma postura de compreensão.

E ainda dentro das competências úteis para proporcionar sintonia dentro de uma equipe, temos a compreensão e suporte, o profissional desenvolve melhor essas habilidades quando está seguro da sua própria atuação e de que o trabalho desenvolvido em grupo e algo que só poderá agregar.

Considerando tudo isso, o que fazer para desenvolver uma boa autoestima?

Para se ter uma boa autoestima é importante primeiro identificar qual é o seu autoconceito, que é formado pelas suas experiências e que significados que foram atribuídos aos eventos. Uma boa autoestima é uma seqüência de eventos que valorizam sua ação, suas capacidades, suas crenças e valores, tudo isso forma uma boa autoestima, que irá facilitar a vida e as relações que a pessoa estabelece com ela e com os demais.

Quando se tem um equilíbrio, fica simples desenvolver uma atividade com as pessoas e valorizar o resultado de cada um sem sentir demérito por isso, existe uma consciência do próprio valor e do valor das outras pessoas.

Para que um profissional seja intraempreendedor, tenha habilidades de atuar em equipe e tenha condições de desenvolver uma linguagem de compreensão e influência, gerenciando muitas vezes pessoas e processos, a autoestima é uma competência que faz a diferença. Atua como base para os profissionais desenvolverem a partir dela outras capacidades com fluidez e conforto, quesitos fundamentais no processo de desenvolvimento.

A Programação Neurolinguistica (PNL) é uma metodologia que atua com as antigas programações estabelecidas, e muitas vezes engessadas que torna uma pessoa com baixa autoestima, agindo diante da vida sem entusiasmo. A PNL te permite reprogramar antigas experiências e outorgar novos significados em sintonia com os objetivos, então isso traz para mãos de cada pessoa um grande poder interno, de escolher que significado irá dar para cada experiência vivida.

Algumas pessoas têm uma sensação de inferioridade e estão sempre se comparando aos demais, como se existisse uma grande distância entre o seu jeito de ser e as outras pessoas e como se os outros fossem muito melhores. Habitualmente, esses só prestam atenção no que funciona na vida alheia e representam através da sua mente suas experiências como fatos de fracasso.

O nosso corpo e mente respondem aos nossos pensamentos e a forma como organizamos esses dados farão grande diferença em nossa autoestima. Quando se registra experiências de fracasso e atribui o resultado a sua pessoa, essa informação proporcionar uma distância entre autoimagem e bem estar.

Quando há um registro de todo os momentos de sucesso e com frequência esse registro está disponível, teremos uma pessoa com uma boa autoestima, que tem segurança para fazer e considera o seu melhor comparativo a sua própria atuação. A PNL é uma tecnologia que traz para cada indivíduo o poder de valorizar o que é importante de fato e utilizar a capacidade mental e os padrões mentais com um direcionamento, com um objetivo.

Esse é outro ponto que na PNL faz total diferença nos resultados do aprimoramento ou desenvolvimento da autoestima, ter o objetivo claro, essa é uma dica que torna uma pessoa mais confiante quanto as suas capacidades.

Verifiquem ao redor que pessoas, com boa autoestima, têm objetivos! Sabem o que querem!  O que se quer, é outro benefício obtido quando se utiliza a PNL para desenvolver um novo padrão mental, em relação ao próprio autoconceito, e isso é possível mesmo quando se tem uma experiência muito antiga com um registro limitante para a autoestima.

Poder escrever mentalmente e emocionalmente uma nova trajetória que valorize o que você tem de mais valioso e colabore para a construção saudável da sua autoestima e de sua carreira é uma possibilidade fascinante dentro da PNL.
 

Márcia Dolores Resende é criadora do método engenharia da Felicidade, e diretora e coordenadora de desenvolvimento do Instituto de Thalentos. Atua há mais de 29 anos em desenvolvimento humano, corporativo e educacional. Psicóloga pela UNG, consultora em desenvolvimento Humano, coach com especialização em RH, larga experiência em Desenvolvimento e Treinamento Gerencial. Para mais informações, acesse ww.institutodethalentos.com.br.

Fonte da Notícia: Marcia Dolores Resende       Publicado: 12/04/2016
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