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Intolerância



Por Jorgete Lemos*

Estamos em uma sociedade que se transforma tecnologicamente a cada segundo, mas que parece distanciar-se da racionalidade quanto ao relacionamento humano, teimando em involuir na mesma proporção do avanço tecnológico. Vemos episódios planejados com requintes de crueldade, inimagináveis em mentes saudáveis.

Os humanos desumanizam-se e por isso não conseguem denunciar e agir em situações como a ocorrida neste mês no Rio de Janeiro, hoje lembrado como “aquele caso do estupro…”, ou de tantos outros mais remotos, e, agora, neste 12 de junho, um novo golpe ceifando a vida de 50 pessoas e deixando muitos outros feridos nos Estados Unidos. Por quê? Ideologia política, religiosa, agora não importa. Mais uma vez uma tragédia anunciada foi efetivada.

Estamos chocados, e esse impacto durará até quando? Afinal, não foi aqui, foi lá… nos Estados Unidos! Enganam-se os que pensam assim. Somos seres globais e temos que assumir que o todo está nas partes, assim como as partes estão no todo. Orlando é o entorno da nossa casa, nossa cidade, nosso trabalho, nosso país.

Em 2013, o Brasil amargou o preço da intolerância e liderou o ranking mundial de violência contra homossexuais, registrando uma morte a cada 28 horas. O relatório anual divulgado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) no início do ano sobre o assassinato de homossexuais informou que 318 gays, travestis, lésbicas e travestis foram mortos em 2015 em todo o país.

O levantamento foi feito em 187 cidades brasileiras, incluindo pequenos centros urbanos, como Ibiá, na Bahia, com 7 mil habitantes. Em termos regionais, o Nordeste continua liderando a violência em números absolutos com 106 óbitos, seguido do Sudeste com 99, o Norte com 50, Centro-Oeste 40 e 21 no Sul. Porém, comparando o total da população regional, o Norte foi a região que o GGB considera mais “homotransfóbica”, com 2,9 assassinatos para cada 1 milhão de habitantes, seguido do Centro-Oeste com 2,6, Nordeste com 1,8, Sudeste com 1,1 e Sul com 0,7, sendo a média do Brasil 1,5 e o Distrito Federal, 2,1.

No início do ano, o GGB alertou que 2016 começou “ainda mais homofóbico”: a entidade registrou 30 assassinatos de LGBTs em 28 dias, um assassinato a cada 22 horas. Portanto, Orlando é aqui. Vamos refletir muito sobre essas ocorrências e o que é feito pelo Governo, pelas empresas públicas e privadas, pela sociedade civil organizada… e, no âmbito da ABRH-Brasil, vamos continuar, de maneira cada vez mais enfática, a disseminar valores construtivos pelo exemplo, a partir de nosso comportamento como referência para as organizações e profissionais de RH.

                                                                                                                                                  Jorgete Lemos2

                                                                                                                  Jorgete Lemos é diretora de Diversidade da ABRH-Brasil | Foto: Fredy Uehara

Fonte da Notícia: Jorgete Lemos é diretora de Diversidade da ABRH-Brasil      Publicado: 22/06/2016
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