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Clippping

2018, o ano do protagonismo.

Por Marcelo Pirani*


Foto: Yugi Hirata
 

Facilitar para que, se podemos dificultar? Para que realizar, se podemos culpar os outros? Conversar abertamente por quê, se podemos criticar veladamente? Para que agilizar, se podemos procrastinar? Experimentar, jamais! Tenho como alternativa dizer “não quero” ou “não gosto”.

Em todos os casos é mais fácil evitar ou não fazer. Ah, a zona de conforto é mesmo deliciosa! Porém, no que se refere a resultados e performance, nem sempre é o mais apropriado. Aliás, na maioria das vezes, não é.

Ao que parece, existe uma força que nos leva continuamente a reclamar dos resultados que não aparecem, dos desejos que não se concretizam, das dificuldades que surgem, das pessoas que pensam e agem diferentemente do que queremos e acreditamos, do tempo que não temos… E aí existem dois caminhos: o de se conformar e o de agir.

Ouço comumente frases que expressam, segundo entendo, o conformismo em toda a sua essência – “as coisas são assim mesmo, se não aconteceu, é porque ainda não era hora”, “deixa acontecer naturalmente, uma hora isso vira realidade” e a campeã de todas: “amanhã é outro dia e aí eu faço”. Ledo engano.

Procrastinar é um dos maiores, senão o maior, ato de autossabotagem que pode nos acometer. Não raramente, traz sentimentos que podem nos aporrinhar – e, consequentemente, as outros também – por dias, semanas, meses e, em alguns casos, anos. Como dizemos coloquialmente, é um “mimimi sem fim”.

No outro extremo há o caminho da ação, do fazer acontecer. Escapar da zona de conforto traz desafios, escolhas e renúncias. É premente ter coragem, perseverança e, sobretudo, disciplina. E, como prêmio, invariavelmente, nos é concedido o direito a comemorar, de entusiasmar-se e sentir-se bem consigo mesmo.

Peço a você que pare alguns instantes para refletir sobre algumas questões. Certamente, já nos deparamos com situações em que, sem esperar pelo acaso, nos empenhamos em fazer com que as coisas aconteçam. Você se lembra de algum momento assim? Qual foi o sentimento? O que o impede de fazer novamente? Na maioria absoluta das vezes, não estamos falando sobre recursos financeiros ou externos, mas daquilo em que acreditamos, queremos realizar e como encaramos o mundo.

Pessoalmente, acredito que uma grande parte do caminho para usufruir de momentos felizes está na proatividade. Ser proativo significa fazer o melhor, conhecer e utilizar seus pontos fortes, entender e respeitar suas limitações, antecipar necessidades e desejos – seus e das pessoas que estão a sua volta, como família, amigos e clientes –, e, acima de tudo, AGIR. Ser proativo significa parar de resmungar e dar o seu melhor em tudo o que faz. Parar de olhar os defeitos do outro e se conscientizar do seu papel.

Lembre-se de que o que se pode fazer em relação ao outro é empatizar, respeitar e buscar auxiliá-lo. Mas, querer por ele, infelizmente, não dá.

A proatividade nos leva a assumir as rédeas, entender que teremos obstáculos e dificuldades, mas que buscar alternativas para contorná-los é parte do processo. Preparado para isso, colherá o melhor: ser protagonista, crescer, aprender, mudar e evoluir. Ter a certeza de que valeu a pena ter enfrentado a zona de conforto para fazer mais e melhor.

Com certeza, os resultados virão, assim como a satisfação de tê-los alcançado, como prêmio à nossa dedicação. Menos “mimimi” e mais ação, esse é o lema. Certa vez, John Kennedy, em um discurso, disse: “As mães querem que seus filhos sejam Presidente da República, mas não querem que eles sejam políticos”. Fazendo uma analogia, digo que as pessoas querem ocupar posições de liderança. Raros são, porém, aqueles que estão dispostos a ter a firmeza, disciplina, coragem e atitude necessárias para que isso se torne realidade. Ao sucesso, protagonistas.

*É sócio-diretor da Cenarium Training e Coaching e integrante do comitê de criação do CONARH 2018 – 44º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas.

 

INCLUSÃO

Ações integradas em debate

 
Na semana passada, o espaço de eventos do hotel Pergamon Frei Caneca, na capital paulista, abrigou o 2º Congresso de Diversidade e Inclusão Corporativa (CDIC), que debateu ações integradas para a inclusão da diversidade nas empresas – do recrutamento de talentos à mudança cultural da organização e de seus colaboradores. Repetindo o sucesso da primeira edição, realizada em 2017, o evento contou com a presença de cerca de 150 participantes, que fazem parte das 500 maiores empresas. Representantes de organizações como Google, Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, IBM, Natura, Schneider Electric, Sodexo e Tokio Marine levaram ao público seus cases de sucesso no campo da inclusão e diversidade.

Resultado de uma parceria da HR Academy com a Next Business Media, o congresso conta com o apoio da ABRH-Brasil; a diretora de Diversidade da associação, Jorgete Leite Lemos (foto), participou com a palestra Diversidade e inclusão como diferencial estratégico: Protagonismo da raça negra.

Ao término de sua apresentação, o feedback foi imediato. “Vários participantes me procuraram para elogiar a forma positiva e diferenciada como a questão dos negros no mundo corporativo foi abordada, gerando reflexão e adesão ao conteúdo”, conta Jorgete.

O evento também contou com a participação de Heloísa Covolan, coordenadora do Grupo Temático Direitos Humanos e Trabalho da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, que moderou um painel sobre a inclusão de refugiados no mercado de trabalho. Profissionais da Telefônica Brasil, Camicado e Lojas Renner falaram de suas experiências nessa área.

 

PcDs e o mercado de trabalho

Por falar em inclusão, 418.521 pessoas com deficiência e reabilitadas (PcDs) faziam parte do mercado formal de trabalho em 2016, um aumento de 3,79% sobre 2015, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho.

De acordo com Fernanda Maria Pessoa di Cavalcanti, chefe da Divisão de Fiscalização para Inclusão de Pessoas com Deficiência e Combate à Discriminação no Trabalho (DPcD), o resultado é expressivo, considerando-se que, no mesmo ano, ocorreu retração de 4,16% de empregos para trabalhadores sem deficiência. Ainda: de 2009 a 2016, houve um acréscimo de 45% de PcDs no mercado de trabalho, que, no total, cresceu, só 12%.

Ainda segundo a Rais, 93,48% das PcDs só estão trabalhando por causa da Lei de Cotas. “Isso demonstra que, infelizmente, sem política afirmativa de reserva de vagas não há mercado de trabalho para as pessoas com deficiência”, afirma Fernanda.

As empresas alegam falta de capacitação profissional desse público, mas, segundo os dados, dos 418.521 contratados, 275.222 eram formados no ensino médio, possuíam ensino superior incompleto ou concluído. Para Fernanda, a maior barreira é o preconceito da sociedade e das empresas, que não reconhecem a capacidade laboral nas PcDs.


Para fazer download desta edição, clique aqui





 

 

 

Publicado: 25/01/2018
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