Associação Brasileira de Recursos Humanos

Inteligência Positiva: 3 lições essenciais de liderança e carreira para sua mente jogar a favor

Em um cenário corporativo cada vez mais dinâmico, falar sobre bem-estar e resultados deixou de ser um luxo e virou uma estratégia de sobrevivência. Mas como, de fato, colocar a mente para trabalhar a nosso favor e não contra?

Por Mirella Leão

Foi esse o tema central em um dos episódios da ABRH Cast, que recebeu a especialista em Inteligência “Humorcional”, Mariana com Y, para falar sobre a força da Inteligência Positiva. A convidada compartilhou dicas valiosas sobre neurociência, bom humor e como líderes e RHs podem reprogramar a cultura organizacional a partir do autoconhecimento.

Para quem busca elevar a performance e o bem-estar no trabalho, separamos 3 grandes aprendizados do episódio que devem ser colocados em prática hoje mesmo.

  1. Felicidade Não é Luxo, é Estratégia Ativa

Muitos de nós vivemos presos entre o excesso de futuro (que gera ansiedade e estresse) e o excesso de passado (que gera tristeza e depressão). Segundo Mary, o ponto de virada é entender que a felicidade só acontece no agora.

A metodologia Happy Thinking sugere que não basta desejar estar feliz; é preciso agir para trazer a mente para o presente. Por exemplo, quando o desafio é a ansiedade (o excesso de futuro), a estratégia é buscar um prazer imediato (como atividade física, uma pausa prazerosa ou um hobby rápido) para ancorar o cérebro no momento presente. Já para lidar com a tristeza (o excesso de passado), o caminho é focar em ações de gratidão ou tarefas que exijam sua presença consciente.

No ambiente de trabalho, a felicidade deve ser tratada como um KPI de saúde e produtividade, exigindo um planejamento de atitudes para manter o equilíbrio emocional diário.

  1. Autoliderança: O Líder Precisa Estar Inteiro para Transbordar

No RH, buscamos constantemente formas de capacitar líderes para motivar e engajar suas equipes. Contudo, a base de um multiplicador de felicidade é a autoliderança. A Mary é categórica: você não consegue cuidar de ninguém se não cuidar de si. O líder que não está “inteiro” ou se cuidando, irá transbordar o quê?

O autocuidado não é uma despesa ou perda de tempo; é um investimento na sua capacidade de liderar.

É fundamental que líderes e profissionais de RH priorizem o seu “CPF ” antes do “CNPJ”. Uma dica prática é: A primeira reunião do dia deve ser com você. Acorde, cuide-se, se abasteça, e só depois dedique-se aos outros. Essa consciência transforma a exaustão em energia sustentável.

  1. Autorresponsabilidade: Você Não Pode Carregar a Carga dos Outros

A era dos “curadores” acabou, e chegamos à era dos curados. Isso significa que a maior contribuição que podemos dar ao nosso time e ao mundo é, primeiramente, estar bem.

Um dos maiores desafios da vida profissional é a tendência de absorver os problemas e o mau humor alheio — o que a Mary brinca chamando de carregar o “saquinho de cocô” dos outros.

A Autorresponsabilidade é a ferramenta que nos permite discernir: qual problema é meu e qual não é?

Quando algo inesperado acontece ou você se sente atingido, pergunte: “O que eu posso fazer para resolver ou mudar a minha percepção sobre isso?” Se a resposta for “nada”, descarte o peso emocional e redirecione sua energia.

O objetivo final não é brilhar para receber aplausos do ego, mas sim iluminar o caminho para que a sua equipe e as pessoas ao seu redor encontrem o próprio bem-estar, a partir da sua autenticidade e consciência.

Mirella Leão é voluntária na diretoria de conteúdo da ABRH-ES.