Mercado busca os quarentões

Publicado: 18 de julho de 2011

Em cenário de apagão de talentos, profissionais nessa faixa ganham valorização no trabalho

Casa, família e alguns anos de experiência profissional. O peso da responsabilidade é grande para quem está na faixa dos 45 anos. É também com a chegada dos 40 que vem o desejo de buscar novas oportunidades, seja dentro ou fora a empresa ou ainda abrir um negócio próprio. A boa notícia é que o mercado de trabalho está mais receptivo e aberto a esses profissionais. 

Segundo o sócio-gerente da Asap, consultoria de recrutamento e seleção de executivos de média gerência, Rafael Meneses, isso ocorre porque as empresas passaram a enxergar como ganho a manutenção desses profissionais. 

"O importante é continuar se desenvolvendo, entender a empresa como um todo. As corporações entendem que essas pessoas são mais abertas e flexíveis do que as mais jovens. Hoje a economia está crescendo muito e falta pessoal para preencher as vagas", disse. 

Na avaliação do diretor de desenvolvimento da Talent, Glauber Cabral, o mercado está cada vez mais em busca de profissionais que consigam expressar em resultados as competências técnicas e comportamentais as quais ofertaram em suas apresentações profissionais, nas suas admissões.

"Existem competências comportamentais que são mais encontradas em profissionais com maior experiência e isso beneficia os quarentões. Eles estão com valor maior no mercado. Valor que está sendo expressado com proporção direta a idade e maturidade dos profissionais". 

Para a gerente de Recursos Humanos da Betha Espaço, Lilian Brum, pessoas com mais de 45 anos, por serem mais maduras, pensam mais na segurança do que na remuneração. "Há um apagão de talentos. Não podemos desperdiçar ninguém", reforça.

ERROS x IDADE

Evite frustrações. Não considere mudanças na carreira só quando for demitido. A decisão deve ser bem planejada.
 
Planeje. Há o mito de que se está ficando velho e, se não fizer a mudança, não poderá fazer nunca mais. Na dúvida, prepare a transição aos poucos. 

Pense nos custos. Avalie se realmente ser empregado não está com nada para definir se é hora de ser patrão. Uma coisa é investir os recursos da empresa, outra é ter que mexer no bolso.
Depoimento - "Eu sou bem-aceito"
Rogério Coelho Santos, Consultor de vendas

Já trabalhei como bancário, abri diversas empresas, entre elas um pet shop, e em 1998, aos 50 anos de idade, participei de uma seleção na loja Kurumá de Vitória. Resolvi mudar de ramo porque sempre gostei de vendas e de automóveis. Eu me ofereci a trabalhar sem receber em outras duas concessionárias, mas não consegui.  Já estou na empresa  há  13 anos e sou bem-aceito pela empresa, clientes e colegas de trabalho. Infelizmente, não há muitas oportunidades para quem tem mais de 50 anos".
Fonte da Matéria: A Gazeta

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